“Texto carrão de sena? Acho que usei a palavra errada…”

O texto que escrevi na segunda-feira passada sofreu pequenas adaptações para ser postado, pois algumas coisas mudaram de lá pra cá. O que acho totalmente compreensível, já que as coisas mudam constantemente. A ideia de postar diariamente talvez não seja realizada logo de início como eu gostaria, porque estou sem internet em casa. Mas de toda forma, postarei sempre que puder e espero que isso seja o mais frequente possível.

Na segunda passada, dia 6, havia chegado em casa com quatro ideias fixas na cabeça: uma era o blog, outra era terminar o roteiro de um programa, que eu precisava gravar – que sem modéstia ficou muito bom, outro era ver Maysa – a minissérie sobre a vida da cantora, e por fim, que eu precisava me animar, devido a uns probleminhas. Mas tá vendo como a semana muda? Esse último já foi solucionado.

Depois de ver Maysa e ter ficado encantada com a determinação, pulso forte e os belos vestidos que ela usava, fui trabalhar. Afinal, a vida não é fácil e isso não mudou de lá pra cá. Ao chegar ao computador vi que haviam vários cd’s novos para me ajudar a produzir mais e melhor. Dentre eles, Queen, Depeche Mode, Aerosmith, Bon Jovi, Cranberries e a minha amada Elis. Coloquei o fone de ouvido e confirmei o que já sabia: sou movida à música.

O objetivo era sentar e fazer o trabalho, mas pouco a pouco a música foi literalmente desviando meu roteiro e me vi obrigada a abrir uma página em branco e transformar pensamentos em palavras. Lembrei novamente da Maysa, pois a minissérie além do ótimo roteiro, tem filmagem e atriz impecáveis. Meu pensamento subitamente saiu da técnica e foi para a futilidade. “Como eu queria ter nascido naquela época para poder usar aquelas roupas, e lógico, não morar em Belém, para não ficar cozinhando dentro deles…” Enfim, retornando à Cidade das Mangueiras, onde não se vestem vestidos pesados e nem se fica maquiada durante o dia, sem que a umidade transforme seu rosto em algo que se assemelharia a uma pupunha, que acabou de sair da panela, resolvi fazer um passeio musical antes de continuar meu objetivo, que era…o roteiro, lembra?

Antes de seguir, parei em frente ao espelho para prender o cabelo. Ao contrário do que ele reflete, minha aparência de garota que nasceu nos anos 90 é balela. Os que se aproximam um pouco mais e tem coragem de perguntar minha idade se deparam com uma resposta que causa – na maioria das vezes – espanto. “Sou de 84”, respondo sem alarde. Pra mim e para os boquiabertos fica a notícia de que viver é bom demais, adquiri-se experiência, conhecimento empírico e algumas pancadas da vida, que ensinam que é uma beleza. Sabendo que somos muito do que absorvemos, me permita fazer uma pausa e agradecer ao contato músico-cultural, que tive durante infância. Obrigada a todos os meus parentes, que me apresentaram a boa música dos anos 70, 60, 50 e outras dos anos que se seguiram, como Chico Buarque, Caetano Veloso, The Beatles, Elis Regina, entre outros. De qualquer maneira, a batida característica da música dos anos 80, como o som do teclado, que parece te jogar em uma pista com o piso colorido, onde as pessoas usam roupas coladas, têm cortes de cabelo inusitados e são liberadamente emancipadas, fazem eu assinar um atestado de que a cultura oitentista é pulsante e adoravelmente presente em mim.

Agradecida ao Freddie Mercury que tornou – não só naquela segunda – a minha noite mais alegre com “A kind of magic” e  a clássica “I want to break free”; ao Steve Tyler que me faz viajar com “Crazy” e “Dream on”; e ao Depeche Mode, que me fez dançar horrores, com “Strange Love”  – é, eu danço sozinha e me divirto muito! – penso no meu próximo passo, que  é baixar os cd’s da Maysa, por falar nisso alguém tem? Só consegui escutar no Youtube. Enquanto isso aconselho os curiosos de plantão, como eu a escutarem a voz country e arrastada da Joan Baez interpretando “Let It Be”, dos Beatles no cd  – There But For Fortun. Até mais.

 

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O começo

07/01/2009

“Ano novo, vida nova”. Pra um novo ano, cheio de expectativas, projetos e ânsia de atitudes, dou início a uma coisa que há certo tempo tenho vontade de transformar em realidade. Um blog, onde eu tenha a liberdade de escrever sobre qualquer coisa. Pensei em começar com carrão de sena e postar um texto que escrevi na segunda-feira, dia 05. Mas lembrei que uma boa apresentação é fundamental para solidificar um relacionamento e não falar e nem me apresentar neste espaço seria uma falta de educação.

Além do “Entoando letras”, tenho o Rima, flor e poesia junto com a minha amiga Tylla Lima, onde postava crônicas. Mas tanto eu como ela, acabamos não levando a sério a idéia de postar diariamente, ou pelo menos, regularmente e assim o nosso blog ficou meio obsoleto, sem pesar da palavra. O outro fica, mas só para as crônicas. Este, para tudo.

Quem me conhece sabe que rir – em excesso – faz parte da minha personalidade. Então, se os textos tomarem um rumo cômico, não estranhem. Mas como boa leonina, assim como tenho momentos alegres e risonhos, tenho momentos de introspecção, o que me confere segundo a Helaine Martins – uma colega de trabalho, o título de bipolar. O que sinceramente acho um absurdo, pois sou uma pessoa totalmente centrada. (risos)

De toda forma, pretendo com o blog, discursar fatos e narrar histórias sobre pessoas, sentimentos, literatura, filmes e qualquer outra coisa, que se transforme, com está no meu perfil, em texto. Sintam-se livre para comentar.